08 novembro 2011

Punhetinha de Verão

Caiu, olhou para o chão e sorriu.

Olhou para o céu e não viu nada.

Gozou nas próprias mãos sentindo a gloriosa virtude em ser uma pessoa só.

Enquanto caído, a orelha ouvia o chão trêmulo. Sorriu e não viu nada que não fosse céu.

Nada que não fosse sol e amor

Nada que não fosse ele mesmo feliz

Caiu, olhou para o chão e dormiu.

Olhou para dentro de si e não viu nada.

Sorriu para o sonho e se abriu

Esperando novamente abril.

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