06 março 2013

A vida numa caixa de fosforo

Não é dolorido é pesado. Pensou o idiota.
É castigado, frustrado e dilacerado.
Um dia, um certo dia tudo cai e te amarga um ou os dois lados do ombro, é pesado.
E então se da conta de que passou tempo demais para vestir a velha calça rasgada na bunda e pela manhã na frente do espelho percebe que um ombro é menor do que o outro, é pesado.


Então sai por ai pensando como um animal e transpirando feito um boçal. Não consegue paralisar sequer o sorriso idiota. Tropeça feito um malabarista bêbado no cadarço que por preguiça ficou desamarrado, idiota. É merecidamente um idiota, canalha de barba rustica tentando ser o velho sabio.

O tempo revela muito sobre você. onde esta...o que tem feito..e até o que anda pensando. Esse tempo consome mas nunca vai revelar quem você é de fato. É como abrir uma caixa de fosforo e retirar um palito por dia, é uma caixa, a mesma caixa só que dia apos dia, revirada e transformada suas entranhas.


Então a vida é feita uma caixa de fósforos? Questionou o Idiota. Sim e por mais ador que possa causar a chama ainda assim é pequeno, é imperceptível se comparado a chama infernal existente dentro de nós. Ele se calou e acariciou sua caixa de fósforo estranhamente de uma forma que ninguém pudesse perceber, em seguida encostou a cabeça no sofá e desligou a televisão. 






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